Começou o Big Brother Brasil... Vai encarar?


Fico a imaginar o que se passa por trás das câmeras (porque na frente já sabemos)do reality que, anualmente, adentra em nossos lares exibindo cada passo dado pelos participantes, que creio eu, são motivados a serem “espionados” pelo prêmio de 1,5 milhão de reais!

O B.B.B, a exemplo de outros desafios desse porte, oferece um ambiente onde pessoas desconhecidas se encontram, convivem, competem, fofocam, se relacionam e disputam a mercê de câmeras que captam suas intimidades e reações, para também pessoas estranhas - público – na qual assistem de camarote a proposta do programa: votar, eliminar e sonhar... "o que eu faria caso esse dinheiro fosse meu?"

Ampliando a “espionagem” para nossa realidade, como nos sentiríamos sendo vigiadas 24 horas por dia (porque o dia só tem 24 horas)? Sendo julgada por pessoas que não nos conhecem?

E caso estivéssemos no paredão, o que estávamos preparadas para ouvir? É claro que ter um feedback (resposta, retorno) de pessoas que nos conhecem profundamente, como nossa família, é salutar e importante. Nessa relação sabemos que não precisamos de máscaras, farsa e muito menos disfarce, pois o alicerce dessa troca afetiva e desse “público” é o amor e o respeito.

Já que somos o resultado de nosso interior, bom seria se instalássemos em nós uma câmera para registrar nossa forma de agir, nossos pensamentos, desejos, nossos sentimentos, sonhos, conquistas, defeitos, qualidades e fragilidades, sendo esta uma oportunidade original e real de proposta de avaliação para nossa vida. Nessa forma, não é necessário expandir ou expor o que encontrarmos nessa filmagem, pois a cada uma cabe à escolha, a mudança de rota, a responsabilidade, e é claro, as consequências.

É fato que o estímulo atrativo do prêmio oferecido pelo programa nós não teremos nesse “olhar para dentro de nós mesmas”, mas certamente teremos uma recompensa que não há dinheiro que pague: descobrir que somos únicas, irrepetíveis, amadas e merecedoras de uma felicidade plena; isso é gratificante!

Que no nosso “confessionário” estejamos desnudadas e dispostas para o autoconhecimento, e assim, aproveitarmos essa “prova de líder” em nossas vidas para também sermos “anjos” uns dos outros, pois estamos numa luta real: a de ser quem somos, sem jogo e sem receio da reação alheia.

E agora...vamos dar àquela “espiadinha?” Deixando solto, o amor alcançará.

Rita Reis é psicóloga. Sua coluna "Deixando Solto" traz temas da realidade que nos leva à reflexão. Mande sua sugestão de tema em contato e no campoassunto  coloque "Para: Ritinha - sugestão de tema". Saiba mais sobre Rita na página da equipe e acompanhe o blog para ver mais textos desta diva! 

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