Deixe-se fluir...


Afundar-se em pensamentos é um hábito que acontece comigo constantemente. Em apenas um dia, milhares de coisas se passam pela minha cabeça; algumas eu consigo colocar no papel, outras eu nem tento. Sou do tipo de pessoa que apesar de ser muito racional, eu não sou muito racional. Não sei se tenho tanto a explicar, já que é algo que não se entende ao menos que se sinta (tipo o amor). Mas bem, em uma breve tentativa, eu sou uma pessoa muito sensível, e claro, essa característica interfere bastante em atitudes e decisões minhas, mas outro fator que conta muito, é que sou um tanto racional, e isso acaba sendo um grande peso. No fim, não dá para eu afirmar que sou nem um nem outro, e se perguntar para as pessoas que convivem comigo, cada um que diga uma coisa, e pela primeira vez eu me considero um meio-termo. Morna. No muro.

Enquanto mergulhava profundamente nesses pensamentos "sentimento-racionais", cheguei a conclusão de que eu estava cansada de planejar a vida. Quem ainda está na escola deve ignorar totalmente esse meu pesamento por enquanto, porque ele vai de encontro aos tantos planejamentos que pedem para fazermos. "Imagine-se em 5 anos... 10... 15...". Mas foi isso que me cansou. Nunca vou me esquecer da primeira semana do ensino médio quando me pediram para fazer uma redação de como eu me imaginava em 10 anos. Bem, tive que fazer as contas, mas de tudo aquilo que escrevi, só me lembro que no final, coloquei dizendo que eu queria "ser feliz".

Mas enfim, eu cansei disso. Nós jovens somos sempre coagidos a esse pensamento, mas existem outras maneiras de amarmos nosso futuro. Resolvi que a partir do hoje (não exatamente hoje) eu ia deixar-me fluir pela vida. Mas tive que deixar claro algumas regras para mim, pois nada comigo é 100% sentimental. Apesar de não querer planejar o futuro, eu tenho que fazer ele acontecer. A fábula que mais marca a minha vida é a da formiguinha e da cigarra, pois estou sempre preocupada em não ser nenhuma das duas: Nem a que trabalha demais para fazer o amanhã, nem a que não o faz. Então, tenho meus sonhos,  minha faculdade, meu Deus e meus amigos. E meu presente molda meu futuro assim.

Não respondo a nenhuma pergunta sobre o futuro. Prefiro responder as milhares sobre o presente, e procurar fazer minha vida de amanhã com minha felicidade de hoje. Deixar-se fluir não é um luxo, é uma necessidade. Mas não faço com que a correnteza seja a única força que me movimente; as minhas decisões, ações e escolhas também me levam para frente. Eu estou me movimentando para onde eu quero; e sabendo dirigir esse veículo chamado vida a gente não se contenta em ficar parado no trânsito, nem em pegar qualquer caminho. Deixar-se fluir não é "empurrar a vida com a barriga", é saber fazer os sacrifícios certos, aproveitar as oportunidades, e acima de tudo, estar ao lado da felicidade em todo o percurso.

Então, este é meu conselho de hoje: deixe-se fluir. A vida fica mais interessante quando a gente permite que ela nos surpreenda, quando enchemos ela de sonhos e objetivos e nos deixamos vivê-la intensamente. A felicidade não deve ser algo que desejamos alcançar no futuro, mas sim no hoje, e que sejamos, acima de tudo, aqueles que querem acima de tudo "ser feliz". Nada na vida, nem mesmo ela, é longo demais ou curto demais. Tudo tem seu tempo. E devemos respeitar essa lei. Para finalizar, é bom citar que tudo depende da maneira com que encaramos as coisas, e a nós mesmos. Se a vida lhe trata como você se trata, ter um olhar positivo sobre você permite que este seja o seu olhar sobre sua vida. Este texto é um meio termo entre tudo aquilo que se passa na sua cabeça. É morno. No muro.

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