Viva sua criança interior!


Quem não lembra o tempo de criança, das peraltices infantis, das permissões gigantescas, da liberdade de expressão, da despreocupação com o certo e errado? Atualmente, em que situações você revive esse tempo bom, esses sentimentos infantis? É bom então pensar nisso!

Todos nós temos uma criança interior, àquela mesma que fomos um dia, talvez modificada pelas nossas experiências ao longo da vida, porém viva em sua essência. E nessa rotina diária que temos, muitas vezes não a deixamos aparecer. Podemos até pensar que quando pequenos não tínhamos a responsabilidade e o compromisso de hoje, éramos completamente livres, é bem verdade, mas não esperamos tanto tempo pelos 18 anos para vivê-la plenamente? Que tal liberdade nós estamos referindo e esperando tanto acontecer?

E quando chegamos à idade da “tal liberdade” nos recordamos desse tempo de criança, onde realmente éramos livres e espontâneos porque não tínhamos medo de errar, da opinião alheia, de mastigar com a boca cheia, de melar a roupa com o chocolate todo derretido nos dedos, de dizer o que pensávamos sem se importar com o que os outros fossem julgar, e ainda, sem precisar medir as palavras para dizer ou pedir algo! Pois é... esses são os motivos pelos quais realmente éramos livres quando crianças, ou seja, livres do medo de ser feliz.

Mas a vida continua nos dando a oportunidade de resgatar essa criança interior: basta ouvir e olhar interiormente para sentir o que ainda de tão livre nos resta. A proposta aqui não é pararmos no tempo e voltar aos comportamentos infantis, mas perceber e deixar fluir quando ela quiser se manifestar. E assim, podermos nos esbaldar nessa oportunidade de ir ao supermercado e comprar algo que a gente coma e se lambuze toda, fazer aquele barulho em casa quando estivermos sozinhas, sentar no colo, escrever diário com o que aconteceu durante o dia, desenhar, pintar e guardar a “ obra de arte”, chupar pirulito na hora do almoço (lembra que não podia?), ouvir as músicas infantis, ou seja, relembrar e reviver àquilo que o tempo permite no agora!

Sejamos adultos embalados pela música de Gonzaguinha, que mostra a beleza da vida nos encantos de criança: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita...Viver e não ter a vergonha de ser feliz”.

Solte sua imaginação. Deixe sua criança interior aflorar, sinta que a felicidade está nas coisas simples e possíveis de realização, principalmente, quando percebemos que ela também depende de nossa vontade.

Deixando solto, o amor Alcançará!

Rita Reis é psicóloga. Sua coluna "Deixando Solto" traz temas da realidade que nos leva à reflexão. Mande sua sugestão de tema em contato e no campoassunto  coloque "Para: Ritinha - sugestão de tema". Saiba mais sobre Rita na página da equipe e acompanhe o blog para ver mais textos desta diva! 

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