Palavras de uma grande mulher


Era março de 2008 quando eu fiz uma entrevista de apenas uma pergunta com minha bisavó. Bem, Dr. Terezinha Ramires é uma médica muito importante no estado, e também figura exemplar na luta junto com as mulheres contra a violência doméstica. Sempre a admirei muito, mulher de punho e voz, além de uma visão incrível da vida e um coração cheio de amor. Não é por acaso que ela é minha madrinha de abc! Tá, mas por que eu estou falando isso? Achei a tal entrevista que juro não lembrar do dia em que foi feita, mas como muito linda são as palavras da minha bisa, resolvi compartilhar aqui.

A única pergunta, feita de maneira simples e inocente recebe uma resposta que nos meus poucos anos jamais entenderia. Mas uma menina, recebendo uma resposta de uma mulher daquelas...(!) que não só fui educada, mas assino em cima de uma postura de admiração a uma figura tão maravilhosa.

Hoje, menos menina que antes, mas jamais tão mulher quanto ela, penso em qualquer que seja a resposta que eu possa dizer para a pergunta: O que é ser mulher? E depois de ler tamanha sabedoria em suas palavras, é impossível que não exista, dentro de mim, conceito semelhante. Por isso, não vou descrever aqui o que eu entendo por ser mulher. Meu conceito não seria nada comparado as belas palavras de alguém tão incrível quanto as minha amada bisa:

"Para mim ser mulher é a minha identidade. Nasci pessoa e fui me tornando mulher dentro de um contexto de educação muito restritiva, cheia de mitos e estereótipos regras muito definidos, que culturalmente, separavam as pessoas. No processo da vida, da educação, das descobertas, fui vivenciando minha identidade e sentindo a alegria das sucessivas descobertas. Desafiando realidade, sinto isso no convívio do mundo, nas diversidades das circunstancias e nas problemáticas que envolvem a mulher não fuja da regra. Sinto-me pessoa com profunda alegria de ser mulher, vivendo o grande valor da liberdade, da desigualdade, da igualdade: sou igual. As diferenças não me fazem desigual, não carrego opressão, inferioridade, submissão. Ser mulher não é fator limitante, mas fator de descobertas cada vez maiores e perspectiva de relações cada vez mais justas. Eu sinto isso!"

Agora já sabem a quem puxei, não é? E para vocês, o que é ser mulher?

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