E por falar em saudade, onde anda você?


Sentimento aflorado na pele de quem viveu momentos doces, de quem experimentou o excesso ou à medida certa e sabe definir a ausência, a falta de algo, e como diz Vinicius de Moraes, “e por falar em saudade, onde anda você”?

Apesar da “saudade” ser um sentimento universal, é de difícil explicação. Quem já abriu o coração ao amor ou vivenciou momentos inesquecíveis sabe bem o seu significado. Sentimos saudades do tempo de criança, da infância, das brincadeiras, da primeira paquera ou dos festivais que hoje já não mais existem; sentimos saudades de alguém que tem ou teve uma importância enorme na vida da gente porque ela está relacionada a pessoas, fatos ou situações vivenciadas. São recordações presentes em nossa vida, que inclusive, nos transporta em questão de segundos a um outro tempo, a um outro lugar.

Sentindo curiosidade na própria tradução, encontrei no dicionário: “uma sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”. Portanto, podemos concluir que “só se tem saudades do que é bom”, como afirma Nelsinho Corrêa em uma de suas canções.

A saudade pode ter um significado positivo, quando as lembranças são boas, e também pode ter um sentido negativo, inclusive, gerando sofrimento quando se prendem ao passado e não conseguem seguir adiante devido a não aceitação da realidade atual.

Mas precisamos aprender a lidar com esse sentimento que invade nossa alma, que “amarga que nem jiló”, como afirma o saudoso Luiz Gonzaga, e quem sabe cantando – saudade o meu remédio é cantar-  encontraremos uma forma de “matar a saudade”!

Uma coisa é certa: precisamos agradecer por ter vivenciado momentos tão bons que resultou nesse sentimento que oferece um gostinho de “quero mais”. Então ser grata é reconhecer e reviver, é relembrar, é recordar, é rir, é chorar, é procurar... e acima de tudo, é encontrar o que um dia existiu, aí bem pertinho, dentro de você.

De coisas boas só faz sentido lembrar com gratidão, de forma leve, sublime, pois deixando solto, o amor alcançará!

Rita Reis é psicóloga. Sua coluna "Deixando Solto" traz temas da realidade que nos leva à reflexão. Mande sua sugestão de tema em contato e no campoassunto  coloque "Para: Ritinha - sugestão de tema". Saiba mais sobre Rita na página da equipe e acompanhe o blog para ver mais textos desta diva! 

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