Eu de papel


Já chorei vendo jornal; a tristeza de uma mãe que perdeu o filho em um acidente de moto. Já chorei porque eu estava com ansiedade e não tinha chocolate em casa. E ainda com saudade da minha irmã, e também pelas raivas que ela já me fez.

Eu rio bastante em filme de suspense porque não acredito em espíritos, não tenho medo e acho engraçado as loucuras que fazem pra tentar dar susto nas pessoas. E mais: eu rio de mim mesma. Demais! Às vezes antes do tempo certo.

Tem dias que eu to com o riso tão bobo que eu posso jurar que até o fim do dia ainda vou sentir raiva. Mas sou bestona mesmo e gosto dessa onda de não ligar.

Me chamam de inocente como se isso fosse um defeito. Mas sou eu quem não me importo com o que as outras pessoas estão fazendo, falando ou pensando. E não me importo mesmo. Nem gosto de falar de ninguém, mas meus ouvidos ouvem sozinhos.

Não gosto de contar segredos ou problemas nem pedir conselhos. O nome disso é timidez. Não gosto de incomodar ninguém com minhas lágrimas, mas sou quase um lenço para quem precisar.

Dramática que odeia drama, e uma pessoa que vive de fases: tem fases da minha vida que estou calada, outras rebelde, outras estou nerd ou então preguiçosa. Tem fases que estou fechada e outras que estou assim... Falando de mim (e foi um dos textos mais rápidos e sinceros que já escrevi).

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