Primavera interior


A verdade é que te amo. Apesar de seus defeitos, apesar de seus erros e apesar de todo o meu ódio por você, eu te amo. Apesar de todas as noites em claro, de todas as vezes que me deixou sozinha e todas as lagrimas que já caíram de mim por sua causa, eu te amo. Mesmo com todo o embrulho na barriga, e com a sensação de ter perdido o chão diversas vezes por sua culpa, eu te amo desesperadamente.

E te amaria mais, se pudesse. E mesmo não podendo, ultrapasso meus próprios limites. Se não ardesse tanto em mim cada vez que penso em nós dois, pensaria mais. Pensaria gostando. Passaria a gostar. Se não fosse como prender a respiração, faltaria oxigênio no mundo de tanto eu te respirar.

Em uma queda livre eu me solto em mim pra não esquecer que te amo, e te amo tanto. Essa palavra - amo - dá mil voltas por mim e se enrola ao que de você vier. A verdade é que ela é verdadeira. A verdade é que ela dói também.

Se não fosse confuso, não seria eu. E também não seria qualquer outra mulher no mundo, porque nenhuma tem desperto em si o que, por você, tenho em mim. Nenhuma plantou-se em ti, nenhuma teu deu o coração, mas eu já me desintegrei, já não há mais sementes em mim, gastei tudo com você. Plantei em você uma árvore de mim. Por favor, me regue. Me colha. E veja o que é ter na sua vida o perfume do amar.

As flores de alguém que te ama são flores que fácil brotam, mas como todas as outras flores, de cuidados precisam. Me regue, me colha e respire em si, o perfume do amar.

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