A teoria do amor


Eles se divertiam juntos. Qualquer besteira estava de bom tamanho para os fazer feliz. Ela, que tinha um jeito desleixado e ágil, e ele, que se esquecia facilmente que já dissera que amava outro alguém um dia. No fim das contas, cada um era um pedaço do outro que há muito tempo se perdeu dentre as estrelas. Sozinhos, quase que não entendiam qual o sentido de encontrar alguém, juntos quase que não entendem o porquê de terem se perdido no cosmos.

Tem aquela velha teoria de que a gente precisa encontrar alguém que não seja de graça. De fato, todo mundo tem um valor, e eles valem mais que bilhões de beijos. E mais outros bilhões que ainda querem dar. Tem também a teoria do destino que diz que os corações se encontram na hora certa, no lugar e momento certo; se for pra ser, será. Mas o que eu sinto quando olho pra eles, é a teoria do amor: quando for pra ser, será e quando não for pra ser, amar.

É mais ou menos como se entregar ao amor e esperar que ele faça alguma coisa. É mais ou menos como amar tanto, insistir tanto, que mesmo sem insistir, a vida dá conta de fazer acontecer. O amor é o cerimonial do evento da vida e, talvez, a gente até se tranquilize em deixa-lo responsável por cuidar da nossa. Uma dorzinha de cabeça aqui, outra ali, mas na teoria do amor, ele é a própria prática.

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