Encontro e procura


Eu tinha ido embora. Já não estava mais ali nem em canto nenhum. Perdida, no mundo e em mim mesma. Essa é a história de hoje. Um desencontro. Eu não sabia onde estava, mas esperava que me encontrassem. Queria que alguém sentisse minha falta, ligasse para a polícia, voasse em busca de mim. Enquanto isso eu estava perdida. E não me procurava. Não tinha parado para refletir que eu quem deveria sair ao meu encontro. Não tinha parado. Era uma perdida com passos apressados sem saber por onde ir ou aonde chegar. Era, em síntese, o que eu não sou. Mas qualquer outra coisa.

Todo mundo passa por momentos de desencontros. Desencontros consigo mesmo, com outras pessoas, com objetivos e realizações ou ainda com a própria vida e é fato que dói quando a gente tem essa sensação fúnebre de estar perdido, mas não podemos ignorar que para uma vida completa, os desencontros são bons e são fontes de verdadeiro aprendizado.

Desencontrados, somos obrigados a encontrar o caminho de volta. Não tem outra forma: o jeito é se reerguer, procurar, acreditar, perseverar enquanto a saudade aperta.

E se o que a gente quer tanto nessa louca vida é a alegria, o reencontro é capaz de tirar sorrisos inesquecíveis e verdadeiros de nós. E no reencontro está todo o "glamour" do desencontro. Está grandeza da vida a gente se perder pelo caminho, e está na pequenez de nossos passos achar a rua de volta para onde a gente morre de saudades.

Que a gente continue se perdendo... Pois a graça de se encontrar seja com um velho amigo, um amor, com nossos planos e principalmente com nós mesmos é que um dia a saudade existiu... Assim como aquela gostosa vontade de estar completo de novo.

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