Da boca pra fora


Tem hora na vida que nada faz sentido. Tudo parece que ficou branco, vão, embaçado. Eu fico me perguntando o que as pessoas fazem nessas horas que a gente quer, mas o tempo não passa rápido. Pelo contrário, ele faz doer cada segundo que passa como uma faca pelo nosso coração.

Eu tenho muitos desses segundos, e ainda assim fico sem saber como agir. A gente olha pra trás e vê como, em um piscar de olhos, a vida piorou, você se tornou a pior pessoa da terra e o mundo um lugar em que você não se encaixa.

A gente pisa na lama e quando vê já está afundando. E as pessoas só quererem mostrar o quanto você está suja, ninguém aparece com um pano para ajudar a limpar ou a dizer que se sujar é normal pra quem vive. E é. A vida é esse suja-e-limpa constante. Mas na hora que estamos cobertos de lama fica difícil enxergar o mundo lá fora além de tudo que te coloque pra baixo.

Dizem que as pessoas não mudam (pra melhor). Mas eu acredito que mudam sim. O problema todo é que muitas vezes, a gente já está tão acostumado a ver certa pessoa com aquele defeito, que quando, enfim, a pessoa muda, não mudamos a forma de olhar pra ela, e assim, ela parece igual. Então não importa quando, mesmos sozinhos, tiramos a sujeira, as pessoas continuarão a olhar da mesma forma pra gente.

Diante disso, o que impulsiona minhas mudanças é a vontade de me tornar uma pessoa feliz por uma questão pessoal, para eu me sentir melhor comigo mesma, não simplesmente para agradar às pessoas que viver ao meu redor. E nesses momentos, que o mundo se acaba ao nosso redor e parece até que somos os restos de todas as coisas negativas que explodiram, eu tento focar em uma única coisa: eu posso não ser a melhor pessoa do mundo, mas com certeza, todos os dias, luto para quer a melhor versão de mim mesma.

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