Nosso inevitável último abraço


Te olhei hoje e não pude evitar lamentações. Já faz um tempo que me fazes  refém e não sei o que se passa na sua cabeça diante de todas as expectativas que eu coloquei no nosso amor. Contudo, ao mesmo tempo que me invade esse pensamento e desejo de virar a página da qual você participa, o seu sorriso toma conta de mim. Profundamente, eu te amo.

Quando você me abraçou, como um gesto abstrato e rápido, não pude evitar me segurar mais um pouco ali nos seus braços com a cabeça em seu peito, ouvindo seu coração bater fraco por mim. Enquanto o meu disparava com o calor do seu corpo, o seu, calmo, denunciava o desinteresse em tudo o que já pude te passar com o olhar.

Segurei o choro e te deixei se afastar de mim. Não pude evitar te querer mais um segundo, mas como um último, prometer que ia acabar. Aquele fim de abraço, que olhando de dentro havia um braço só (estendido, louco por tudo o que você pudesse dar), precisaria ser o fim desse sentimento. E quem dera, depois de soltar seu peito, mergulhar em uma nova história: eu, sem você. Ou melhor, sem querer você.

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