Enquanto o descanso não chega



 Às vezes eu tenho a sensação (na verdade, não sei se é um desejo ou uma sensação) de que o mundo ao meu redor vai desabar; tudo vai cair e não dá nem pra mensurar se eu irei restar perante à destruição. Dentro de mim tudo é caos e fora de mim tudo é caos. Estou em guerra com o mundo e em guerra comigo. O cenário é pesado e frio. Eu espero a qualquer momento tudo desabar.

Já me cansei muitas vezes por conta da rotina, mas sempre chega o fim do dia e a gente deita na cama, o corpo vai relaxando e a gente aguenta até o fim de semana chegar. Agora o que me cansa é a vida e eu ainda espero a hora da cama, mas quando eu deito a cabeça no travesseiro eu não descanso como acontece com o corpo. Eu fico a mil por hora, lamentando o que não está dando certo, procurando erros e estraçalhando acertos. Quando, enfim, consigo dormir, tenho pesadelos com o que ainda pode dar errado.

Como a esperança é a última que morre, tem horas que acho que tudo é uma ilusão ou chego a acreditar que tudo está perto do fim. Mas até nos intervalos fica difícil mensurar quanto vai durar o programa.

Queria passar uma mensagem positiva, como sempre gosto de fazer em minhas crônicas, e eu sei que vai ter. Mas quando eu descobrir o lado bom disso tudo ou a luz no fim do túnel, eu volto aqui com um sorriso de letras e o coração descansado, como no primeiro dia de férias da escola, quando a gente acha que se livrou de um pesão (por um tempo bom).

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