O inquietante silêncio que faz bem


O silêncio é a maior forma de autoconhecimento. Não é a única, mas é a mais intensa. Quando silenciamos (não somente a boca, mas também a mente e o acelerar do coração) somos capazes de ouvir um murmuro de iniquidade vindo de algum lugar dentro de nós. Assim, entramos em um estado de desconforto, inquietação porque estamos nas nossas próprias companhias, e, por mais que a gente negue, existem muitas coisas que nos incomodam em nós mesmos.

Apesar de delicado, é importante que exercitemos o silêncio. E não somente isso, mas que busquemos nos conhecer. Mas essa busca pelo "eu", não deve ter como objetivo se definir. Nós, seres humanos, somos seres indefiníveis, constantes, pois estamos sempre inovando e vivendo inédito.

Diante disso, a pergunta certa para se conhecer bem não seria "quem eu sou?", e sim, "quem eu quero ser?". É fato que nossas ações revelam esse "eu" que buscamos, mas o nosso verdadeiro "eu" se revela nas nossas reações. Ou seja, a gente age como gostaríamos de ser, mas reagimos como, de fato, somos. Por isso que ouvimos muito dizer que "não conhecemos as pessoas". A verdadeira personalidade de alguém se revela em momentos desafiadores, em que somos obrigados a dar uma resposta imediata em uma situação inquietante. 

Por conta disso, o desconforto do silêncio é fundamental. Porque são nesses momentos de rasgar o coração que a gente vai formando nosso verdadeiro "eu" e exercitando ser quem a gente gostaria. Somente através do profundo autoconhecimento somos capazes de nos entender, e assim, nos transformar para que, de fato, sejamos aquilo que queremos ser.

... E que a cada dia desejemos ser uma pessoa melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários sujeitos a moderação.
Será excluído qualquer comentário que declare preconceito ou que seja ofensivo e pejorativo.

CF/88: Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Camille Reis. Todos os direitos reservados.©
Design e codificação por Sofisticado Design