Saudade de tu, amor


Ontem, quando você foi embora, eu comecei a chorar. Não teve motivos; eu ia te ver novamente no dia seguinte, mas eu queria você aqui a noite toda e a manhã toda nos dias seguintes. Quando você vai,  eu vivo milhares de segundos de uma agonizante abstinência. Me viciei em você e você nem é uma droga. Droga é sentir saudades; droga é não dormir de conchinha ou não poder te dar tudo o que você merece.

O amor é bem indescritível. Por isso que tô chorando. Eu nunca amei ninguém assim; descobri, inclusive que nunca soube amar, e hoje vivo um aprendizado diário do conceito vivencial do amar.

Eu sempre me perguntei como se sabia que um amor era pra valer. O que obtive com a filosofia da vida alheia é que a gente "só sente". Eu já senti muita coisa, mas nada comparado a sentir você perto de mim. Nada chega nem próximo à sensação de estar ao seu lado enquanto adormece ou de ficar alguns segundos olhando fundo nos seus olhos.

Ainda dá pra dizer que é amor - você sabe que é amor - quando não importa onde você esteja, por tanto que se esteja lado a lado. E na hora que o coração aperta você só pensa em uma pessoa pra ligar. E na hora que seus planos dão certos você só pensa em uma pessoa pra ligar. E também você sonha junto, sabe? Todos esses sonhos e planos que estamos traçando juntos eu quero viver. Eu quero que você seja minhas manhãs e minhas noites mesmo quando a gente brigue. Eu quero meu coração dentro do seu e te quero por inteiro.

As pessoas se esforçam pra racionalizar o amor, mas isso não tem nenhum sentido. Pelo contrário, o amor precisa ser sentido por inteiro, sem ser nem um pouco pensado. Mas mesmo que eu pensasse mil vezes eu ainda diria sim pra você, pra nós dois e pra todo o futuro que sonhamos em construir juntos.

Mas agora eu tô com saudade e tenho uma longa noite sem você.

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