Hoje acordei bem


Ontem eu não estava bem. Tudo começa com uma noite mal dormida, um acordar pesado e a sensação de que seu dia começou do lado errado. Tá na moda dizer que um bom dia cada um faz o seu, mas tem dias que não estamos pra vida. Acontece. Acordamos, quando na verdade era melhor ter passado o dia na cama, de lá nem saído.


No entanto, eu sou uma mera mortal, que, de segunda a sexta, tem que acordar cedo pra trabalhar - falando nisso, ta aí uma coisa que nunca vou me acostumar: acordar cedo. Quase não deu pra acreditar que eu tinha que levantar da cama pra viver. Não dava pra ficar nem mais 5 minutinhos, e que saudade de quando eu podia ficar mais vários 5 minutinhos.

Mas a gente coloca o pé no chão e leva o dia nas costas como um saco bem pesado quase pocando. E aguenta, viu? Porque até voltar pra casa é uma batalha quando passamos por dias assim. Mas a gente luta e sobrevive. E esse termo é muito perfeito, pois a gente faz um pouquinho mais do que "viver" pra enfrentar esses dias. É "sobre-viver" mesmo.

Em dias assim, até quem toma rivotril pra dormir, cai no sono sem nem pensar no dia. E até até bom; evita ter que reviver tudo novamente. E nossa existência se perfaz de dias assim pra que amemos todos os outros dias que estamos bem. Hoje acordei bem. Não é "normal", é bem. E devemos aprender a valorizar nosso "normal" para o enxergarmos como "bem". E por isso que dias cinzas são tão interessantes para nós; pra não cair na rotina, pra sentir a vida, pra valorizar o "bem".

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